História da impressão digital
A prática de utilizar impressões digitais como método de identificação individual tem sido utilizada desde o final do século XIX, quando Sir Francis Galton definiu alguns pontos e características dentre as quais poderiam identificar as impressões digitais. Estes "Galton points" são a base da ciência de identificação por impressão digital que tem se expandido neste último século. Este tipo de identificação passou a ser automatizado no final dos anos 60 com o nascimento da tecnologia dos computadores.
Em 1969, houve uma grande necessidade do FBI para desenvolver um sistema que automatizasse o processo de identificação por impressão digital, o que foi prontamente aceito e requeria muitas horas-homem no processo manual. O FBI contratou o National Bureau of Standards (NBS), agora Institute of Standards and Technology (NIST), para estudar o processo de classificação de impressão digital automatizada, pesquisando e confrontando. O NIST identificou duas vertentes "escaneando" cartões de impressão digital, extraindo os pontos de cada impressão digital e procurando, comparando e confrontando listas de impressões com um banco maior de impressões digitais.
Em 1975 o FBI fundou a tecnologia de desenvolvimento para "escaneamento" de impressão digital, extrações dos pontos e classificação automática; o que levou a um protótipo de leitor. Este recente leitor utilizava técnicas capacitivas para coletar as impressões digitais. Naquela época, somente os dados biográficos, os dados de classificação digital eram armazenadas, pois o custo de armazenagens digitais das impressões era inviabilizado.
Com o passar das décadas o NIST focou e liderou o desenvolvimento de métodos automáticos para digitalização das impressões digitais com tinta e os efeitos de compressões de imagens na qualidade das mesmas, classificação, extração da minucia e confrontação. O trabalho do NIST levou ao desenvolvimento do algoritmo M40, o primeiro algoritmo operacional para confrontação usada pelo FBI para afunilar a pesquisa humana. Os resultados obtidos pelo algoritmo M40 eram providenciados por técnicos treinados e especializados que avaliavam as imagens obtidas. A tecnologia de impressão digital existente continuou a aprimorar e, em 1981 cinco sistemas automáticos de identificação digital haviam sido criados os AFIS (Automated Fingerprint Identification Systems). Vários sistemas estaduais dentro dos EUA e outros países implementaram seu próprio sistema desenvolvido por diferentes fornecedores. Durante esta evolução trocas de informações e comunicações entre sistemas não eram priorizados, significando que uma impressão digital coletada por um sistema não poderia ser pesquisada por um outro diferente. Isto levou a necessidade de criar uma padronização.
Conforme a necessidade de um sistema de identificação integrada dentre a comunidade de justiça criminal dos EUA. O próximo passo na automatização da identificação da impressão digital ocorreu no final da competição IAFIS (Integrated Automated Fingerprint Identification System) em 1994. A competição investigou e identificou três grandes pontos:
Modelos de sistemas demonstrados foram avaliados por um requerimento de performance específica. Lockheed Martin foi escolhido para desenvolver o segmento IAFIS do projeto do FBI e os grandes componentes IAFIS já estavam operando em 1999. Também nesta época produtos comerciais de verificação digital começaram a surgir para controles de acesso, logon e funções de verificação.